segunda-feira, 19 de julho de 2010
Castelo de Ponferrada
O Castelo de Ponferrada, também conhecido localmente como Castelo dos Templários ou simplesmente Castelo do Templo, localiza-se na cidade e município de Ponferrada, na comarca de El Bierzo, província de Leão, comunidade autônoma de Castela e Leão, na Espanha.
"Se o Senhor não protege a cidade, em vão vigia quem a guarda" (Salmo 127:1, em latim, na Torre del Rastrillo).
Antecedentes
Acredita-se que o primitivo povoamento do local remonta a um castro pré-histórico. A construção de uma ponte à época da ocupação romana da península Ibérica, atraiu povoadores, dando certa importância à localidade. Uma pequena fortificação romana então erguida terá sido posteriormente arrasada pelos Godos.
À época da Reconquista cristã da Península, o Bispo de Astorga, Osmundo (1082-1096), fez reforçar a antiga ponte com uma estrutura de ferro, ficando a localidade desde então conhecida como "pons ferrata". Junto a esta ponte, na povoação, fez erguer uma igreja sob a invocação de São Pedro, para as devoções dos peregrinos no caminho de Santiago de Compostela.
O castelo medieval
Posteriormente, em 1178, o rei Fernando II de Leão (1157-1188), doou a povoação e seus domínios aos cavaleiros da Ordem do Templo, encarregando-os da missão de defenderem os peregrinos naquele trecho do Caminho. Em finais desse século, visando incrementar o seu povoamento e defesa, Ponferrada recebeu a sua Carta de Foral. A primitiva fortificação do local terá sido reconstruída e ampliada à época pelos monges-cavaleiros, estando concluída em 1282.
Diante da extinção da Ordem, em 1311, registrou-se a disputa da fortificação e seus domínios entre as famílias nobres mais poderosas da região até que o rei Afonso XI de Castela (1312-1350) doou-os a Pedro Fernandes de Castro em 1340, e daí se manteria nas mãos dos Castro até 1374. A partir desse ano, a posso do castelo transitou entre diversos e sucessivos membros da família real.
Enquanto na posse de Pedro Fernández de Castro reformaram-se as torres do antigo castelo e, posteriormente, D. Fadrique Enríquez, duque de Arjona iniciou a construção da Torre del Rastrillo.
Durante o reinado de Pedro I de Castela (1350-1369), a fortificação pertenceu ao seu irmão D. Henrique de Trastâmara, tendo abrigado Dª Joana de Castro, esposa repudiada do soberano.
Em 1440, Ponferrada passou para a posse de Pedro Álvarez Osorio, 1º Conde de Lemos, a quem se devem importantes obras no recinto, como a conclusão da Torre del Rastrillo, a nova Torre de Menagem, a Torre de Cabrera e a Torre de Monclín, o painel de azulejos, a Sala de Armas e a adega. Também é de sua iniciativa a incorporação aos símbolos do castelo de uma enigmática inscrição da letra grega Thau, posteriormente confundida com a cruz templária, o que deu lugar a muitas elucubrações sobre a sua origem.
No século seguinte, os Reis Católicos incorporaram a vila e seus domínios ao patrimônio da Coroa (1486), nomeando como alcaide o Marquês de Villafranca, que terminou por adquirir o castelo em 1558.
Entre os séculos XV e XVI reforçou-se a Torre de Malvecino e construiu-se a de Juan de Torres, a mina ou Coracha e seus baluartes.
Do século XVI ao século XIX
A partir do século XVI, o declínio do movimento de peregrinos fez-se sentir na vida da vila, que passou a depender economicamente apenas de sua feira e mercados.
No contexto da Guerra Peninsular, chegou praticamente intacto até 1811, ano em que se ordenou a explosão das fortalezas do interior para evitar que caíssem nas mãos das tropas napoleônicas. Estas, ao ocuparem Ponferrada em 1809, haviam se aquartelado na Câmara Municipal e no Convento da Conceição.
Reduzido a escombros, as suas pedras foram reaproveitadas pelo Município para construir algumas praças e um mercado, adossados às muralhas e que ainda se conservam. O poder público chegou ainda a vender pedras das muralhas do castelo para a construção de edifícios na cidade.
A Real Academia de las Bellas Artes de San Fernando ordenou à municipalidade que reconstruísse as muralhas, devolvendo-as ao estado em que se encontravam, embora sem que tenha sido exigida a derrubada das edificações que lhe foram adossadas ilegalmente, à custa do sacrifício do fosso envolvente (1880). Essa exigência, entretanto, não foi atendida tendo o castelo sido arrendado a particulares que o utilizaram como terras de cultivo.
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